2010-03-11

8-QC16/282153303.1226

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Sem nada para fazer, decidi debruçar-me nas minhas obsessões:
Tempo, Eu, o espaço, estados, fumar, beber, os meus vícios em geral, a morte, a consciência (problemas de consciência), o tudo, o nada, coisas, o abstracto, dormir, acordar, o olhar, sentidos, o jogo, relações. O existir?
O Tempo. O hoje, o passado, o presente, o futuro, o presente que não existe. Quão obcecado sou eu pelo tempo? Quanto me prende ele? Quanto tempo toma da minha vida? Quanto me atormenta? Quanto me fascina? Quero manipulá-lo.
O Eu. Eu sou Eu, Eu não sou Eu. Posso ser eu sem sê-lo. Posso até ser alguém. Outro alguém. Mas então, quem serei Eu?
O estar sentado, deitado, em pé, a caminhar, parado, na rua ou em casa, num espaço inexistente. Tudo simples acções quotidianas implícitas ao meu ser. Sem poder fugir, é aquilo que mais faço. A rua, o exterior que observo, o interior que caminho. E esqueço-me disso?
A morte. Associada ao tempo e ao espaço. É a minha tormenta. Quantas vezes já morri? O morrer, o não saber quando, o saber quando, o escolher quando, a não escolha, o viver.
Vícios. Sede, fome, fumo, ácido. Come, bebe, corre, vê. O que vês? Não consigo ver? Vê melhor! Já disse, não vejo nada. Ouve então!!! Não consigo. Realidades paralelas. Observação, um sentido que não perdia por nada. Antes morrer de vício.
O jogo. Aprender o jogo é difícil, quase tão difícil como jogá-lo.
Consciência. Consciência ou não-Consciência. Existo? Não existo? Quem? Eu? Não.
Eu sou eu? Existência. O que é isso? Um animal? Uma planta? Um mineral? O ser.
O abstracto. Tudo o resto de gatafunhos que não consigo decifrar.
Relações inexistentes entre coisas e pessoas que são quem não sou e que eu não percebo.
Dormir. O sono, o sonho, o pesadelo. A obsessão de viver no mundo do sonho. No mundo que não é o meu. Qual é a realidade?
Será que estou na Matriz?
Prazos?
O ir, o voltar. O estar ausente. Onde estive? O corpo? Saíste ou não?
Personificação dos objectos. Objectos que são Eu.

1 comentário:

Velvet Coldness disse...

só se pode pensar sobre o que se experimenta... por isso nem o refugio do "vive mais e pensa menos"...